O Amor como Qualidade de Vida

 

Amigos meus, guardai isso: não há árvores más, nem homens maus . Há maus cultivadores. (Victor Hugo, citado no livro: “Quem ama não adoece”)

 

É interessante iniciar esse texto com a frase de Victor Hugo, onde nenhum ser humano é subestimado: todos temos capacidade em buscar nossa qualidade de vida e sermos felizes! Mas para isso é necessário que nos cuidemos com mais afinco e serenidade, procurando sempre plantar “boas sementes”.

Muitos dirão: sempre vou ao médico, faço Check-Ups anuais, tomo as medicações necessárias e procuro descansar, viajar sempre que possível!

Então lhes pergunto: E o dia-a-dia, a rotina: stress, as preocupações, sentimentos de dúvidas, mal estar físico devido às pressões, entre outras características? Somente ir ao médico e fazer exames uma vez ao ano, viajar e descansar de vez em quando é suficiente para melhor qualidade de vida?

Penso que hoje, necessitamos de respostas diárias para enfrentar todos os obstáculos que a vida nos impõe. Fortalecimento suficiente, para sairmos “quase” ilesos de todas as dificuldades encontradas. E mais que isso: sentir-se bem e praticar o amor próprio a cada dia... Assim, refletindo esse amor nas pessoas que nos cercam!

 No livro “Quem ama não adoece” escrito por um exímio escritor e Psiquiatra Doutor Marco Aurélio Dias da Silva (2.000), aborda exatamente a importância do amor, como chave para abrir as portas da Saúde e Qualidade de vida.

A importância de buscar a “raíz” de nossas angústias, tristezas, enfim, olhar mais para dentro de si e descobrir os sentimentos, pensamentos que somamos ao longo de nossas vidas, onde se não cuidados transformam-se em doenças e transtornos psicológicos. (Somatizações).

Mas, afinal de contas, o que é a doença?

Seja ela qual for, pode ser entendida como uma perturbação não resolvida no equilíbrio interior do ser vivo e em sua interação com o ambiente que o cerca. Em biologia, esse equilíbrio é entendido como Homeostase. (Silva,2000). Assim, é concluído que quase na totalidade das vezes, as causas das doenças, parte de um princípio na esfera emocional.

Porém, percebemos que nossa cultura até pouco tempo atrás não ajudava muito, como nos coloca Dr. Marco Aurélio, no sentido de que somos condicionados desde muito cedo a não dizer aos outros o que sentimos, principalmente se esse sentimento for algo que nos inferioriza.

Seguindo essa mesma linha, James Pennebaker (Universidade Metodista do Sul-EUA), constatou que pessoas que suportam suas dores sozinhas, adoecem com mais frequência e de maneira mais grave do que aquelas que verbalizam, compartilham suas dores. Sendo reforçada uma das mais antigas descobertas da humanidade: “Confessarmos o que sentimos faz bem para o corpo e para a alma”.

Dessa forma, compreendemos que a busca pelo autoconhecimento, que proporciona a descoberta de nossas falhas e potencialidades, faz com que possamos encontrar uma proximidade do equilíbrio, propiciando benefícios imensuráveis a saúde e o bem estar.

A psicoterapia é o meio para travar essa luta consigo mesmo e a forma mais pura de vivenciar uma realidade mais leve e produtiva. Creio que todas as outras ferramentas são úteis igualmente: procurar seu médico regularmente, exercitar-se, uma boa alimentação, boas noites de sono, viagens periódicas e o descanso semanal. Mas vale muito à pena cuidar de nossa saúde mental (emocional), pois tudo inicia seu processo de “dentro para fora”!

Sentir-se bem interiormente, faz com que todas as células trabalhem em conjunto para a saúde do corpo, liberando os hormônios responsáveis pelo bem estar!

Vale à pena ...

© 2017 por Psicóloga Carolina Careta.